Este blog é direcionado para o trabalho de redação! Aqui postaremos diariamente resenhas sobre diversos temas. Os integrantes: Anna Beatriz, Gabriela Martins, Juliana Alves, Lucas Ponte, Rafaella Oliveira e Omar Faria. Todos do 1º ano B.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A felicidade

     Nos dias de hoje, a felicidade é a procura comum da maioria das pessoas. Para uns, está no dinheiro, para outros, na caridade. Para alguns mais pessimistas, a felicidade pode ser comparada à uma gota de orvalho numa pétala de flor. Pense como a gota é inconstante. Ela brilha, delicada e tranquila, e depois, rapidamente oscila, e cai. Acaba. Como uma lágrima. Os pessimistas veem a felicidade como algo impossível e provavelmente inalcançável, porque os problemas, os sofrimentos, a fome, a pobreza, a violência e o tédio tornam-a cada vez mais distante. Por outro lado, a publicidade expõe a felicidade como algo que estaria nos momentos de consumo, longe de todo o estresse e da rotina cansativa do dia-a-dia, com todo o conforto que o dinheiro pode oferecer. Assim mesmo, rápido e fácil. Os famosos, por exemplo, estampam aquele sorriso nas capas de revista, e ainda mostram os bens materiais que adquirem com o "suor de seu trabalho" com o maior orgulho possível. Cada vez mais estética, plásticas, drogas. Por trás de tantos sorrisos e de tantos bens existirá mesmo felicidade? Os consultórios médicos estão abarrotados de gente com o mesmo problema: o estresse, a doença do nosso tempo. O tratamento de depressão e pânico, por exemplo, nos leva à banalização do consumo de remédios, as "pílulas da felicidade". A felicidade é vista pelo avesso: como a não dor, o não sofrimento, a não perda.
         Ao contrário do que muitos pensam, a felicidade está mais naquilo que se faz de si mesmo do que no que se consegue alcançar com bens materiais ou sucesso. Não é que o rico não seja feliz, nem o pobre infeliz. Só dinheiro não traz felicidade, porque a riqueza é um meio pra nos propiciar outras coisas, e não a felicidade em si. Quanto ao pobre, ele só começa a vida em desvantagem de oportunidades para se realizar na vida pessoal. Logo, a felicidade não depende de circunstâncias externas, é um estado de espírito, é uma espécie de atmosfera.
        A felicidade sofre influência do mundo em que vivemos. A sociedade impõe exigências que muitas vezes retiram de nós a capacidade de pensarmos por nós mesmos. Você deve estar se perguntando por que é tão influenciado, tadinho. A verdade é que eles não têm pena de você e vão te reprimir até você ficar cansado o bastante para atender ao que eles gentilmente te "propõem". A televisão, o rádio, a Internet, todos os cartazes que você vê na rua e os panfletinhos que você recebe e joga fora cinco segundos depois ameaçam a sua felicidade. Todos eles atuam sobre a sua forma de pensar e agir e resultam em uma espécie de domesticação do seu corpo. Pergunta-se: como fica a felicidade de alguém que tem a autonomia diminuída sem que nem perceba? É possível falar em felicidade com tanto controle social?
        Pode-se concluir que a felicidade não depende apenas de você, mas de praticamente tudo o que está à sua volta. Sua família, seus amigos, sua religião, etc. influenciam você, te tornando alguém que você talvez nem seja. Não há liberdade. E se fôssemos analisar tudo o que influencia a felicidade, provavelmente não chegaríamos à conclusão alguma. A própria felicidade, algo bom, nos leva a conceitos de individualismo. Portanto, o que nos resta é ir ao shopping, torrar nosso dinheiro em um monte de coisas de que nem precisamos, mostrar para todo mundo o que somos capazes e ainda contar vantagem. Resta a nós nos divertirmos com pequenos momentos que "não têm preço", e jurarmos que somos felizes, plenamente felizes. Resta a nós ignorar tudo o que sempre vai nos influenciar. Sorrindo.


Rafaella Oliveira Panceri. (:

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